sexta-feira, 17 de junho de 2011

O CEJ e uma cultura de rigor

Para se perceber porque é que é tão difícil impor uma cultura de rigor o caso do CEJ é paradigmático:

- Alguns alunos - licenciados em direito e a caminho de serem magistrados - decidiram copiar num exame escrito duma disciplina menor do curso. Sendo sem dúvida pessoas inteligentes acharam, entre outras coisas, que não havia por aí grande mal e que iam escapar com a coisa.

- A direção do CEJ confirmou a sua primeira assunção e parcialmente a segunda: assim observou-se concordância parcial entre as duas pares neste aspecto.

- O caso caiu na praça pública não porque alunos tenham copiado mas porque a direção do CEJ achou que para esse problema a melhor solução era passar todos os alunos com nota 10.

Apesar do copianço em si mesmo ser inaceitável por parte de adultos à beira de serem magistrados, muito mas muito pior foi a decisão da Direção do CEJ.

Essa decisão não foi momentânea tomada em crise pessoal (por pequena que seja essa crise).

Foi a decisão considerada melhor, tudo ponderado e a sangue frio. Essa decisão é a marca cultural inultrapassável dessa direção. Foi tomada por unanimidade após debate. E foi uma decisão de baixíssima qualidade técnica e ética.

A posição de branqueamento dessa decisão que vimos tomar o Procurador Geral da República e o Ministro da Justiça são de tão baixa qualidade como a decisão da direção do CEJ.

Do ministro pouco se espera - foi cúmplice e será da laia de Sócrates, o falso.

O PGR e a Direção do CEJ deviam ser demitidos imediatamente.

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